quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A dor de garganta e o parar para recuperar...

Ontem de manha, acordei com uma sensação esquisita na garganta, andei o dia todo com tosse e a arranhar a garganta, bebi o chã que levo todos os dias (1 litro) todo de manha, tive frio e calor, ao fim do dia, estava cansada, com falta de energia, desejosa de cair na cama. Lá fui a farmácia comprar aspirinas c e rebuçados para acalmar a garganta. Hoje de manha, quando o despertador tocou não me consegui levantar e enfrentar mais um dia. Decidi ficar por casa, entregue a uma sopa quentinha ao almoço, ao chã a fumegar, acabadinho de fazer, aos mimos do meu gato e longe da chuva que lá fora cai. Para alguns foi uma desculpa para não trabalhar hoje, para mim foi o ganhar um dia de descanso e sossego, ganhando ainda mais, uns quantos sem garganta inflamada e tosse irritante.
Há uns anos atrás  mesmo sentindo-me assim, teria enfrentado mais este dia, chegando a casa ainda mais estafada e aguentando a garganta assim por mais uns dias. Porque é isto que nos incutem todos os dias, o ter energia para aguentar tudo, mesmo quando nos sentimos apenas a 10% das capacidades.
Porque temos de ser fortes e mostrar a todos como somos super...
Hoje não... dei prioridade a mim mesma, ao meu corpo e a minha saúde.
Decidi que importante mesmo é sentir-me bem, para suportar e ultrapassar todas as adversidades com que nos enfrentamos todos os dias.
A vida que levamos ultimamente, é uma correria, um stress e poucos são os momentos em que podemos parar e pensar. Os meus dias começam sempre as 6h10 da manha e poucos são os que as 22h, não me sinto rota e morta por fechar os olhos e encostar-me na almofada, antes do despertador tocar e iniciar tudo novamente. Não me queixo dos horários e da organização. Sem os mesmos, sentiria-me perdida e pouco ou nada iria produzir para a minha vida. Queixo-me sim, da correria do dia-a-dia, e do facto de a mesma por vezes nos fazer baixar as defesas... somos comandados pelo relógio  pelo que os outros nos impõem, pelo que nós próprios impomos a nós mesmos e pela falta de capacidade de por vezes decidirmos parar para ponderar sobre isto tudo...

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